MEO confirma que foi um ataque DDoS em três vagas (00h45-02h55, 17h30-19h30 e 22h45-01h05) contra a rede internacional; as quebras de sessões BGP foram «consequência do ataque e não a sua causa» e o incidente foi reportado ao CNCS
Por Pipeline diário · IA
A análise técnica das equipas de engenharia, operações e cibersegurança da MEO, baseada em telemetria, monitorização de tráfego e nos mecanismos de mitigação activados, conclui que os incidentes de segunda-feira e madrugada de terça foram um ataque distribuído de negação de serviço dirigido a infra-estrutura específica da rede internacional, com «elevados volumes de tráfego» que provocaram congestionamento e degradação temporária no acesso a sites e serviços suportados em trânsito internacional. A operadora liderada por Ana Figueiredo esclarece que a instabilidade nos encaminhamentos BGP foi efeito e não origem do problema, garante que «não ocorreu qualquer intrusão» nem acesso a dados, diz o serviço estabilizado e mantém articulação com o Centro Nacional de Cibersegurança, parceiros tecnológicos e comunidade técnica.
Fecha o debate técnico aberto ontem (fuga de rotas vs. ataque volumétrico) e confirma a lição para os operadores lusófonos: um DDoS bem dimensionado contra o trânsito internacional derruba sessões BGP com vizinhos e contamina redes terceiras sem qualquer intrusão. A janela de ataque em três vagas horárias é o padrão a incluir nos planos de contingência da Unitel, da Angola Cables e da Vodacom Moçambique — e a próxima pergunta, para a ANACOM e o CNCS, é quanta capacidade de «scrubbing» têm os operadores nacionais e a que custo.
Fonte: https://eco.sapo.pt/2026/09/15/incidentes-na-meo-foram-provocados-por-ataque-de-negacao-de-servico/
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